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quinta-feira, 13 de abril de 2017

NOME ÁRABE, SABE QUAL SIGNIFICADO DO SEU?



Você já sabe que várias bailarinas de Dança do Ventre profissionais ou amadoras têm nomes artísticos em árabe. Mas você conhece o significado deles? E a história de como foi a escolha do nome das bailarinas? Se você tem curiosidade de saber tudo isso, este artigo é pra você!



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Thurraya Zaleekhan



Quando iniciei a Dança do Ventre, na escola tinha uma lista impressa de nomes e seus significados, e lembro que fui orientada a escolher não pelo significado, mas pelo que ele representasse para mim. Thurraya, que significa Estrela me chamou a atenção, embora eu não me acostumasse sonoramente com ele e na ocasião não imaginava que um dia usaria ele de fato. Mas nunca quis trocar meu nome.


Um ano depois, folheando aquelas revistinhas de Dança do Ventre que vinham com CD..rs...vi o Zaleekhan escrito e me apaixonei na hora e decidi que seria o sobrenome, e futuramente batizei a Escola com o mesmo nome.


Me acostumei sonoramente com o Thurraya e comecei a usá-lo quando fui em um programa de Televisão com a academia em que dava aula. Ao perguntarem meu nome, eu disse Viviani e eles queriam saber o artístico, eu disse: - Vocês não vão saber falar (porque eu não queria usar...rs)...e ele disse para eu falar o nome que eles tentariam. E durante o programa todo onde, como era ao vivo permanecemos participando antes de dançar, eles falaram Thurraya muitas vezes, assim como o publico. E a partir dai, de tanto ouvir falarem naturalmente, se tornou agradável aos meus ouvidos..rs


Quando fui pesquisar o significado do sobrenome, na mesma lista que escolhi o nome, lembro que vi “Tão linda que maravilha a todos”. Passado muito tempo, lendo novamente a lista que também apresento às minhas alunas, vi que não era exatamente Zaleekhan que estava na lista, mas sim Zaleekhah, e nunca achei o Zaleekhan em lugar nenhum. Até hoje não sei se tive uma visão do nome na revista ou se realmente ele estava escrito dessa forma. Vou resgatar essa revista!!! ;-)

Thurraya Zaleekhan é bailarina e professora de Dança do Ventre, proprietária do Espaço Zaleekhan na Zona Leste de São Paulo.


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Hanna Aisha



Escolhi meu nome artístico quando tinha em torno de um ano de dança e de longe, pensava em trabalhar com isso. Minha professora ia fazer uma festa de alunas e perguntou quem queria aproveitar e escolher um nome. Pesquisando em um site (não lembro mais qual), imediatamente, decidi escolher um nome composto porque meu nome real (Ana Caroline) é composto. Hanna foi escolhido por ser sua versão árabe de Ana. O segundo nome foi mais demorado pois eu queria que tivesse significado e que, ao mesmo tempo, combinasse com Hanna. Depois de uma longa lista, surgiu Hanna Aisha, em que Aisha significa "aquela que vive".
Hanna Aisha é bailarina e professora de Dança do Ventre no Rio de Janeiro - RJ.


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Dalilah Zhuk





Meu nome Dalilah Zhuk surgiu de uma maneira mágica. Por duas vezes sonhei com uma mulher de pele branca, de olhos e cabelos pretos. No primeiro sonho eu assistia esta mulher dancar a danca do ventre em um Teatro .Ao assisti-la, de repente ela passava a ser eu, trocávamos de lugar e fiquei com as imagens do sonho no dia seguinte, mas nada além disso.

Passado algum tempo, veio o segundo sonho, muito forte e especial.

O cenário era de um teatro muito antigo, e uma luz meio penumbra. Do meio do teatro veio a tal mulher na minha direção, aproximou-se, tocou meu coração e me disse a seguinte frase: "Eu sou Dalilah Zhuk, eu sou dançarina,sou bailarina clássica e domino esta arte, eu sou do tempo da ópera..".e tocou uma ópera que jamais ouvi na vida. Lembro-me dela com olhar penetrante, de uma mulher cheia de força e coragem.

No dia seguinte fui para a aula, contei os sonhos pra minha mestra Lili Califfa, que me aconselhou a usá-lo. Ela sentiu como que se fosse um presente e uso até hoje este nome.

Segundo pesquisas, Dalilah é de origem hebraica e significa dócil.

A letra h no final foi acrescentada e o sobrenome Zhuk, pelas minhas pesquisas, é de origem Russa, família com ancestrais sempre ligados à arte da dança e da música. Hoje uso mais um sobrenome, Wafiq, que significa próspera.



Agora assino DALILAH WAFIQ ZHUK. "Se você pode sonhar, você pode fazer" Walt Disney

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Kalila





Kalila, significa "amiga amada, amiga querida".

Uma vez escolhi um nome por empolgação, mas não senti que aquela era eu, não consegui adotar com verdade. Passado um tempo, senti a necessidade de escolher um nome. Uma amiga convertida no islamismo, casada com árabe me passou alguns nomes que a encantavam.

Naquela hora eu estava acompanhada de um grupo de amigas do trabalho que davam palpites sobre a sonoridade de cada nome. No momento que falei Kalila e o significado, foram elas quem decidiram a escolha por mim. Desde então é uma honra carregar esse nome que tem um grande valor sentimental para mim, pelo carinho de quem me enxerga como "amiga" e por me sentir "amada". Eu sou a essência do meu nome!



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Hafsa



Hafsa significa jovem leoa, e é de origem muçulmana. Eu o adotei com muito carinho pois retrata bem a minha personalidade.

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Alika Hanan







Alika Hanan significa uma pessoa trabalhadora meiga, linda e delicada. o Nome Alika foi meu irmão que escolheu vendo em um livro de nomes árabes. Já o nome Hanan foi o Tony Mouzayek que me "batizou" - risos.



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Shamsa Nureen





O meu nome artístico vem de acontecimentos bem interessantes... Primeiro “SHAMSA” significa “A Sol” e remete a representações que fizeram parte da minha vida desde criança. Sempre ao ser solicitada para desenhar alguma coisa, rabiscava um Sol entre montanhas e entre as montanhas um longo caminho...sendo assim, tive um mestre que traduzindo os meus desenhos disse que meu caminho seria de muita luz e sucesso!

ENTÃO, SHAMSA NUREEN : “Luz da Sol”



Além do mais, ao conhecer os mestres: Hossam e Serena Ramzy recebi um apelido carinhoso: SHAMOUSA!!! diminutivo de Shamsa, disseram ser um jeito original e único de me chamar! Que honra...

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Nurah Samah





Quando comecei a dançar profissionalmente eu usava meu nome de batismo só que não gostava, achava pouco sonoro para a dança sabe. Um dia há uns 4 anos atrás fui fazer umas comprinhas na Casa Árabe do Tony Mouzayek na Rua 25 de Março e ele estava lá. Eu já tinha dançado algumas vezes com ele e com a banda então já o conhecia. Comecei a me lamentar do meu nome, ele concordou que era pouco sonoro, e me ajudou a pensar em algumas opções. Por fim o Nurah saiu do meu segundo nome Elizabeth Naira (risos) e Samah gostei por que ficou bem bacana e também acho importante o sobrenome para que a combinação fique única. Sobre o significado, Nurah vem de Nur que significa luz e Samah generosa, bondosa. Nurah o Tony disse que também significava pessoa iluminada. Hoje acostumei tanto com as pessoas me chamando de Nurah que acho até estranho e já não gosto muito quando me chamam pelo nome de batismo (risos). Nurah Samah

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Kaamilah Mourad



Kaamilah (Kámila) é um nome libanês que significa perfeita, completa! E esse foi o nome que meus pais escolheram para mim! Meu pai que é libanês sugeriu alguns nomes para minha mãe quando estava grávida de mim e ela se encantou com esse. Adoro o meu nome mesmo com algumas pessoas me chamando de "camila" ou "câmila" (risos).
Acho um nome forte, de fácil pronúncia, marcante e adoro o significado! (Risos)


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Dana Nahid







Meu nome Dana é de origem Latina e significa "brilhante como o dia" e o Nahid de origem Persa e significa "Venus, Deusa do amor". Dana Nahid foi escolhido pela soma dos numeros referente a cada letra que cujo resultado é 11 e as palavras chave desse numero são: Idealismo, intuiçao, atençao, tolerancia, aceitaçao e firmeza. Os dois nomes Dana e Nahid separadamente resultam em 11 e a soma dos dois também, entao achei perfeita a junçao deles, além de que meu nome é Daniele, normalmente me chamam de Dani, entao me identifiquei bastante com Dana também por se aproximar de Dani... e foi assim que surgiu meu nome Dana Nahid.

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Hanna Hadara





"Na época em que comecei meus estudos na DV e depois a dar aulas, era muito comum as bailarinas usarem um nome artístico e de preferência de origem árabe. Como sempre gostei do meu nome de batismo que é Anna, queria mudar meu nome mas permanecer o mais próximo dele possível. Pesquisei no site da KK e encontrei Hana, que significa Felicidade. Foi amor a primeira vista e na verdade só adicionei um "N" a mais no Anna para ficar exatamente o Anna do meu nome com um "H" na frente. Ainda não satisfeita, procurei por um sobrenome que casasse com a pronúncia do Hanna e o Hadara, que significa adornada com beleza, causou a sonoridade que eu queira. E assim nasceu a Hanna Hadara, Felicidade adornada com Beleza!!!!

Beijinhos.



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Nesrine:


Foto: Jay Andreotti



“Em uma de minhas primeiras apresentações, em meados de 1995, o apresentador do evento perguntou meu nome e falei meu nome de batismo. Aí ele me perguntou se poderia sugerir um nome árabe para ser meu nome artístico. Aceitei!



Então ele me disse que tinha olhos de águia e para combinar com eles me chamaria de Nesrine, derivado de uma palavra árabe que significava águia, segundo ele (que perigo!).


Mas recentemente encontrei outro significado para esse nome: rosa selvagem. Segundo alguns sites de nomes, Nesrine é a tradução árabe para Eglantine (nome de origem francesa), uma espécie de rosa. Gostei também!


Não é um nome muito fácil de se pronunciar, mas gostei desde a primeira vez. Tentei outros nomes para facilitar, mas este foi o que mais me identifiquei. Muitas pessoas acham que ele é realmente meu nome de batismo!
Um nome artístico nos ajuda a criar e compor nossa bailarina! É um marco em nosso caminho de aprendizado da dança e um dos símbolos que reforça nossa inclusão na dança do ventre.” Nesrine



Quer também contar a história do seu nome? Deixa o comentário abaixo!

terça-feira, 14 de março de 2017

AS CORES NO ANTIGO EGITO


O ser humano nasceu rodeado de cores e começou a usá-las intuitivamente. No antigo Egito a Medicina também empregou as cores como recursos terapêuticos, fazendo analogias entre as características dos sintomas ou das doenças e as cores através de substâncias como plantas e pedras preciosas e semipreciosas.
A utilização das plantas era feita por folhas, flores ou raízes, em forma de infusões, chás, emplastros ou cataplasmas, triturados com mel ou óleos aromáticos, aplicados em curativos locais. Usavam as pedras preciosas ou semipreciosas para confeccionar amuletos, adereços e jóias, as quais além de atuarem pela ação da cor, exerciam sua influência benéfica pelas fórmulas mágicas que traziam gravadas.
No tratamento da icterícia, que se caracteriza pelo aumento de bilirrubina no sangue, com deposição desse pigmento na pele e mucosa, apresentando a coloração amarelada, era usada a cor amarela para terapia, através de flores e pedras preciosas, conforme os procedimentos já mencionados.
No caso de hemorragia, evidenciada pelo derramamento de sangue, onde se observa a sua cor vermelha, bem como de doenças cardiovasculares, utilizavam como tratamento a cor vermelha em flores e pedras preciosas.
A cianose, que provoca uma coloração azul-arroxeada na pele, é resultante de oxigenação insuficiente do sangue e se manifesta em doenças pulmonares crônicas, como fibrose e enfisema pulmonar, e também nas doenças cardíacas, como cardiopatias congênitas ou graves, como as lesões do septo cardíaco. Essa doença era tratada com flores e pedras preciosas de cor azul.
Todas essas práticas baseadas na utilização das cores como terapia médica levavam em consideração a analogia entre a cor com a qual se manifestava o sintoma ou a doença e a cor usada para a cura. Os médicos egípcios acreditavam na ação neutralizante das cores a tal ponto que irradiavam, de maneira localizada, a coloração idêntica pela qual se apresentava determinada patologia.
Muitos templos no antigo Egito possuíam as Hat Ankh ou Castelos da Vida, ou ainda Sanatórios de Cura, que eram construídos em pedra ou em tijolos, onde os sacerdotes-médicos faziam os tratamentos de hidroterapia, sonoterapia, hipnose e a cromoterapia pelo uso de flores e pedras preciosas.

Esses procedimentos eram rigorosamente supervisionados pelos sacerdotes especializados, iniciados nos mistérios da magia e profundos conhecedores dessas ervas e pedras curativas.
As substâncias mais empregadas nos tratamentos de cura eram: estramônio, beladona (usada como antiespasmódico e como estimulante cardíaco e respiratório), meimendro, de onde se extrai os alcalóides hiocinamina e escopolamina, o ópio (suco da Papoula), cujos alcalóides são a morfina e o láudano, com efeitos anestésico, alucinógeno e narcótico. Conheciam o poder anestésico das sementes da flor-de-lótus e da papoula que, após serem torradas e moídas, eram colocadas sobre feridas. E também usavam a famosa mandrágora.

O Templo de Kom Ombo parece ser o único que ainda conserva as Hat Ankh, que podem ser vistas na parte final do mesmo, em número de sete.
Também no templo de Esna existe uma invocação ao Deus Knum, gravada nas colunas da sala hipóstila, que comprova terem existido as Hat Ankh:
“Como é bela a tua face quando estás na Hat Ankh curando os doentes e libertando do mal aqueles que te procuram.”
A maioria dessas construções Hat Ankh, que se situavam atrás do Templo, não existem mais, pois foram destruídas pelo tempo. O Templo de Dendera mantém vestígios dessas instalações e suas ruínas podem ser observadas do terraço do templo principal, conforme estudos do pesquisador Daumas, em 1957, que confirmou sua destinação como sanatórios de cura.
Essas Hat Ankh egípcias foram as precursoras dos sanatórios de cura - Asclépias - que os gregos iriam fundar em seus bosques sagrados, séculos mais tarde.

Segundo o Prof. Reuben Amber, autor do livro “Cromoterapia - A Cura Através das Cores", o Egito foi o país pioneiro no uso da Cromoterapia. Relata ele que arqueólogos encontraram em alguns templos egípcios evidências de pequenas salas construídas com uma abertura no teto de modo a permitir a entrada do Sol, onde os pacientes recebiam o tratamento.
Relata esse professor que os egípcios também utilizavam a água solarizada como remédio.
Tempos depois, é provável que o vidro colorido tenha sido usado em terapias assim como eram utilizadas as pedras preciosas e semipreciosas.
Sabe-se que o vidrado era conhecido no Egito desde o Antigo império e que a primeira fábrica de vidro foi instalada em meados da XVIII Dinastia, chegando a fabricar o vidro translúcido colorido.
Foi encontrada entre as ruínas da cidade de Akhetaton uma fábrica de vidro e diversos objetos de vidro trabalhado, entre eles o peixe colorido que se encontra no Museu de Londres, a taça de vidro amarelo que está no Museu de N.York, e a ânfora azul que se encontra no Museu do Cairo.


:: Principais cores usadas no Antigo Egito
O AZUL simbolizava o céu e as águas do rio Nilo. O ANIL representava o céu à noite. Observa-se no teto de tumbas e templos o céu pintado de anil com estrelas em amarelo-ouro.
Pedras - turquesa e lápis-lazúli.

O VERDE é representado pelo papiro, que significa o verdor vegetal e a juventude. O papiro é o símbolo do baixo Egito - Norte.
Os egípcios associavam o verde ao ciclo da planta e também à vida do homem, dizendo: “A árvore perde suas folhas no outono, parece morta no inverno, renasce na primavera, desabrocha no verão, tornando-se a imagem da ressurreição e da regeneração. Osiris é o símbolo deste renascimento, chamado Osiris verdejante”.
Pedras - malaquita e esmeralda.

O AMARELO-OURO (DOURADO) simboliza a cor do Sol. É a cor que diviniza. O ouro era considerado a carne dos imortais, representada em estátuas e jóias..
Pedra - jaspe amarelo.

O VERMELHO é o símbolo da vida, pois é a cor que o Sol toma no nascente e no poente. Existe um papiro com a representação de dois leões com o hieróglifo do horizonte - akhit - que tem o Sol, em vermelho, entre duas montanhas com a cruz Ank, que é o símbolo da vida, mostrando que o ciclo da vida do homem é semelhante ao do Sol, que percorre o seu curso eternamente.
Pedras - cornalina e grés vermelha.


Jóia em ouro com diversas pedras preciosas, salientando-se o Sol em Cornalina (vermelho) e o escaravelho em Lápis-lazúli (azul).

Além dessas cores, os egípcios também usavam as tonalidades:
Branco - Manifesta a pureza. Os egípcios se vestiam sempre de branco.
Negro - Representa as transformações eternas ou as transmutações.
Concluindo, pode-se dizer que a Cromoterapia teve origem no antigo Egito há aproximadamente 2800 anos a.C., iniciando com o uso terapêutico de flores, pedras preciosas e semipreciosas de diversas cores, conforme a sua semelhança com as características apresentadas pelas doenças.
Posteriormente, com a fabricação do vidro colorido translúcido, e com as pesquisas médicas sobre a função das cores na recuperação de pacientes, a Cromoterapia foi adotada internacionalmente, com sucesso.






Fonte:INTERNET