SIGA-NOS POR EMAIL:

domingo, 7 de julho de 2013

AMON-RÁ




O primeiro dos deuses, criado a partir do Caos Inicial, emergiu da escuridão numa flor de lótus. Também conhecido como Amon-Rá, o Deus Sol. Ré (ou Rá) é a principal divindade da mitologia egípcia. É o Deus do Sol.

Criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.


O seu principal centro de culto era a cidade de Iunu, no Norte do País (depois chamada Iunu-Ré, em sua honra), à qual os Gregos deram mais tarde ainda o nome de Heliópolis ("cidade do sol"), e que a Bíblia chama de On.

Como uma das culturas agrícolas mais antigas e mais bem sucedidas da Terra, os antigos egípcios deram ao seu deus sol, Ré, a supremacia, reconhecendo a importância da luz do sol na produção de alimentos.

Ao amanhecer, Ré era visto como uma criança recém-nascida saindo do céu ou de uma vaca celeste, recebendo o nome de Khepri. Por volta do meio-dia Ré era contemplado como um pássaro voando ou barco navegando. No pôr-do-sol, Ré era visto como um homem velho descendo para a terra dos mortos, sendo conhecido como Atum. Durante a noite, Ré, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte. Em sua jornada ele tinha que lutar ou escapar de Apep, a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo. Parte da veneração a Ré envolvia a criação de magias para auxiliá-lo ou protegê-lo em sua luta noturna com Apep, ajudando-o a garantir a volta do Sol.

Devido à sua popularidade, o deus seria associado a outros deuses, como Hórus, Sobek (Sobek-Ré), Amon (Amon-Ré) e Khnum (Khnum-Ré).

Tinha como esposa a deusa Ret (cujo nome é a versão feminina do nome Ré) ou Rettaui ("Ret das Duas Terras", ou seja, do Alto Egipto e do Baixo Egipto). Em outras versões surgem como suas esposas as deusas Iusaas e Ueret-Hekau. Os deuses Hathor, Osíris, Ísis, Set, Hórus e Maet eram por vezes apresentados como filhos de Ré.